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  • Tatiane Fuggi

Caso Henry - negligência parental?


Segundo peritos, o menino Henry Borel de 4 anos, enteado do vereador Jairinho (Solidariedade) morreu por ação violenta no dia 08 de Março no Rio de Janeiro - RJ. Esta conclusão recente do caso, intriga pela violência e a inconsistência da mãe. Foram tantos hematomas, hemorragias, contusões e traumas no corpo da criança, que incompatibiliza a teoria materna de uma suposta queda. Infelizmente existem muitos casos iguais ao de Henry. Isto seria negligência parental? Você sabe definir o que é? Negligência parental é o ato de descuidar da criança de maneira a não promover suas necessidades básicas, físicas, fisiológicas e emocionais. Os motivos para isso acontecer, tentarei elucidar a seguir.



Precisamos voltar na história que antecede o falecimento do garoto. Detalhes importantes nos chamam atenção aqui. Uma mãe recém-casada com novo companheiro e seu filho. Henry visitava o pai e não queria voltar para a casa. Apresentava vômitos e chorava muito. Também dizia que não gostava dos abraços fortes do “tio” (padrasto).


A luz que desejo jogar neste texto, é sobre a inconsistência da mãe. Qual é a posição da mesma perante os acontecimentos? O que podia ver da relação de seu companheiro com seu filho? Atos violentos por parte do padrasto foram denunciados por outras mulheres. Então, a violência deste homem também envolvia esta mulher? A polícia ainda não tem respostas mas investiga com afinco.



Cabe pensar aqui, se por amor a um sujeito violento, uma mãe pode descuidar psicologicamente e fisicamente de um filho(a)? Quais são os motivos que levam uma mãe a negligenciar um filho ou deixa de perceber os perigos evidentes?

Esta história nos lembra uma personagem da Mitologia grega: Medeia. Um pouco diferente, Medeia mata os filhos num acesso de raiva em um ato de vingança contra o ex-marido. Trazendo para o caso Henry, negligenciar também seria uma forma de deixar morrer na eminência dos atos abusivos. A que ponto uma mulher pode chegar para conquistar um amor ou mantê-lo, sem perder seus “ganhos”?



A Psicanálise vai dizer que em outras nuances, a criança pode deixar de representar amor ou perder seu valor fálico para a mãe ou o pai em prol de um “bem” maior. Os Conselhos Tutelares recebem milhões de denúncias de diversos descuidos infantis onde a ruptura de um casal, um divórcio, perda de emprego ou outros motivos torpes, podem se desdobrar em situações graves onde a criança fica inteiramente à deriva da própria sorte.



Trocando em miúdos: é possível que haja negligência parental ou até mesmo morte intencional quando há outro ponto que cega a visão humana. O amor devastado, estúpido e anencéfalo é um deles.


Se você passa por algo semelhante ou conhece alguém nesta situação, busque apoio emocional e psicológico no telefone abaixo e agende uma consulta.


Psicóloga Tatiane Fuggi


Psicóloga e Psicanalista

CRP 12/10845

48 99636-2386

tatianefuggi@hotmail.com


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